A água é um bem precioso

08/11/2018

A água é fonte da vida.

Você certamente já ouviu esta frase. Por ser uma frase bastante utilizada, muita gente passa por ela meio despercebido sobre o que realmente significa e quais suas consequências. A realidade de escassez de água já é vivida em muitas regiões do planeta. Embora pareça um fato distante para nós gaúchos, ela é iminente, e se não tomarmos atitudes hoje, essa realidade nos atingirá num futuro próximo.

 

Água no mundo

A Terra possui 1,386 bilhões de quilômetros cúbicos de água, mas apenas 2,5% desse total é de água doce. Os rios, lagos e reservatórios de onde a humanidade retira o que consome só correspondem a 0,26% desse percentual. Daí a necessidade de preservação dos recursos hídricos. Em todo mundo, em média, 10% da utilização da água vai para o abastecimento público, 23% para a indústria e 67% para a agricultura.

A água doce utilizada pelo homem vem das represas, rios, lagos, açudes, poços, reservas subterrâneas e em certos casos do mar (após um processo de dessalinização). A água para o consumo é armazenada em reservatórios de distribuição e depois enviada para grandes tanques e caixas d’água de casas e edifícios. Após o uso, a água deveria seguir pela rede de captação de esgotos. Antes de voltar à natureza, ela deveria ser tratada para evitar a contaminação de rios e reservatórios, mas isso não é o caso em grande parte dos países do mundo. No Brasil, ainda não chega a ser 40%.

 

Água no Brasil

O Brasil é um país privilegiado no que diz respeito à quantidade de água. Tem a maior reserva de água doce da Terra, equivalente a 12% do total mundial. Sua distribuição, porém, não é uniforme em todo o território nacional. A Amazônia, por exemplo, é uma região que detém a maior bacia fluvial do mundo. O volume de água do rio Amazonas é o maior de todos os rios do globo, sendo considerado um rio essencial para o planeta.

As maiores concentrações populacionais do país encontram-se nas capitais, distantes dos grandes rios brasileiros, como o Amazonas, o São Francisco e o Paraná. O maior problema de escassez ainda é no Nordeste, onde a falta d’água por longos períodos ainda contribui para o abandono das terras e a migração aos centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro, agravando ainda mais o problema da escassez de água nestas cidades.

Além disso, os rios e lagos brasileiros vêm sendo comprometidos pela queda de qualidade da água disponível para captação e tratamento. Na região amazônica e no Pantanal, por exemplo, rios como o Madeira, o Cuiabá e o Paraguai já apresentam contaminação pelo mercúrio, metal utilizado no garimpo clandestino, e pelo uso de agrotóxicos nos campos de lavoura. Nas grandes cidades, esse comprometimento da qualidade é causado por despejos de esgotos domésticos e industriais, além do uso dos rios como convenientes transportadores de lixo.

 

Água no Rio Grande do Sul

Embora longe da bacia amazônica, o Rio Grande do Sul não pode ser considerado prejudicado quanto ao abastecimento de água. Com chuvas frequentes em todas as estações do ano e importantes bacias hidrográficas abastecendo o estado, somos uma região privilegiada neste quesito.

Grandes rios como Uruguai, Caí, Jacuí, Gravataí e Sinos somam-se a gigantescas lagoas, como Lagoa dos Patos, Mirim e Mangueira, inúmeros reservatórios e milhares de quilômetros de abastecimento que levam a água até para regiões menos privilegiadas como a Campanha. E ainda nem falamos do Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água doce subterrânea do mundo e que está bem abaixo da quase totalidade do solo gaúcho.

Se podemos nos considerar privilegiados em termos de abastecimento, ainda engatinhamos se falarmos de cuidados e tratamento de esgotos. Três dos maiores rios gaúchos – Sinos, Caí e Gravataí – estão entre os dez mais poluídos do país. Grande parte dessa poluição causada pelo descarte de esgotos sem qualquer tratamento diretamente no leito dos rios.

O Rio Grande do Sul trata apenas 14% do esgoto coletado. Para ampliar significativa este índice, a Corsan está realizando a parceria público-privada (PPP) no modelo de concessão administrativa, quando os serviços são prestados à administração e não têm relação direta com os usuários, garantindo que 100% da Companhia se mantenha pública.

No ritmo atual de investimentos em esgoto, levaria mais de 50 anos para conseguir alcançar todas as casas. A PPP prevê um investimento de R$ 1,85 bilhão para obras de esgoto que vão contribuir para universalizar o saneamento em 11 anos. E os benefícios se estendem ainda nas áreas da saúde e da economia, uma vez que ajudam a gerar renda e emprego, a reduzir doenças de veiculação hídrica e com a implantação das redes de esgoto há uma importante valorização dos imóveis.

 

Faça sua parte

Evite desperdícios de água, praticando o uso responsável desse recurso natural. O consumo consciente reflete-se no valor da conta e contribui para a preservação dos recursos hídricos. Esse alerta é válido em qualquer época do ano e em qualquer região do planeta, e se torna ainda mais necessário nos momentos de estiagem. Por isso a Corsan disponibiliza uma série de dicas para economizar água. Veja a seguir:

  • Elimine a prática de lavar calçadas, quintais ou o carro utilizando a mangueira.
  • Mantenha a torneira fechada quando não estiver usando a água, como ao lavar a louça e a roupa.
  • Ao escovar os dentes e se barbear, deixe a torneira fechada.
  • Na hora do banho, procure se ensaboar com o chuveiro desligado e tomar banho rápido.
  • Utilize regador no lugar de mangueira para regar as plantas.
  • Lave o carro com balde em vez de mangueira.
  • Se for viajar e deixar a casa sozinha, feche o hidrômetro (mais conhecido como “relógio da água”). Além disso, antes de viajar, conserte qualquer vazamento de água e feche bem todas as torneiras, certificando-se de que não há goteiras.

 

Você sabia?

Confira quanta água pode ser desperdiçada quando atitudes simples não são tomadas:

  • Torneira pingando na cozinha ou no banheiro: 46 litros de água por dia.
  • Torneira aberta enquanto se lava a louça: 100 litros.
  • Lavar o carro com mangueira: até 560 litros em 30 minutos.
  • Demorar no banho: 95 a 180 litros (banhos de no máximo 15 minutos economizam água e energia).
  • Torneira aberta enquanto se escovam os dentes: desperdício de até 25 litros.
  • Lavar calçadas com vassoura e balde, em vez de mangueira: economia de 250 litros.

Para obter mais informações ou esclarecer dúvidas, compareça às unidades locais da Companhia ou ligue para o Corsan 24 Horas, no telefone 0800.646.6444.